A maioria dos hospitais não tem problema de falta de auditores. Tem problema de distribuição de atenção: os auditores revisam todas as contas com profundidade insuficiente, porque é impossível revisar 120 contas por dia com qualidade em uma equipe de três pessoas. O resultado chega na forma de glosa, semanas depois, quando o convênio encontrou o que a auditoria não teve tempo de ver.
O STHella não resolve esse problema contratando mais auditores. Resolve dizendo para os auditores onde olhar.
O problema da auditoria manual
A equipe de auditoria de contas médicas de um hospital de médio porte (200 leitos) produz entre 80 e 150 contas por dia. Cada conta pode ter dezenas de itens: diárias, procedimentos, materiais, medicamentos. Auditar todas com atenção adequada levaria de 3 a 5 minutos por conta, o que significa de 4 a 12 horas de trabalho por auditor por dia, para uma equipe de 2 a 4 pessoas.
Na prática, auditores revisam contas em 60 a 90 segundos em média. Com esse ritmo, a revisão é superficial: verifica os itens mais frequentes e passa adiante. Itens com padrão incomum passam despercebidos. A glosa chega depois, quando o convênio já analisou a conta com mais calma.
O STHella não tenta substituir essa revisão humana. Tenta direcioná-la para onde ela importa.
Como o STHella funciona
O STHella conecta ao ERP do hospital via STCollect e lê os dados de produção em tempo real: diagnóstico do paciente, procedimentos realizados, materiais utilizados, convênio responsável, médico que assinou a conta.
Com base nesses dados, o STHella aplica três modelos de análise:
- Histórico de glosa por convênio e procedimento: se a combinação diagnóstico + procedimento + convênio gerou glosa nas últimas 200 contas similares, isso é um sinal. O modelo aprende com o histórico de cada hospital.
- Comparação com protocolo assistencial: cada procedimento tem um perfil esperado de materiais e medicamentos. Contas que se afastam desse perfil (mais materiais do que o padrão, medicamentos fora do protocolo) recebem pontuação de risco mais alta.
- Regras de cobrança por convênio: cada convênio tem regras específicas sobre o que pode ser cobrado e em quais condições. O STHella tem as regras dos principais convênios mapeadas e verifica automaticamente se a conta está em conformidade.
O resultado é uma pontuação de risco para cada conta produzida. Contas acima de determinado limiar vão para a fila de revisão manual. As demais seguem direto para faturamento.
Triagem inteligente de contas
A triagem inteligente resolve o problema de escala da auditoria humana sem aumentar o time.
Exemplo prático: um hospital com 120 contas por dia e uma equipe de 3 auditores. Sem STHella, cada auditor revisa 40 contas superficialmente. Com STHella, o sistema identifica as 20 a 25 contas de maior risco. Cada auditor revisa 7 a 8 contas com atenção total. As outras 95 a 100 contas seguem para faturamento com risco mínimo.
O resultado duplo: auditores revisam menos contas (com mais qualidade), e as contas de baixo risco chegam ao convênio mais rápido, reduzindo o prazo médio entre produção e faturamento.
Hospitais parceiros relatam redução de 30 a 45% no tempo entre produção da conta e envio ao convênio, porque a triagem elimina o gargalo da fila manual.
Redução de glosa em números
Os resultados variam por hospital, mas o padrão é consistente:
- Primeiro mês: redução de 8 a 15% na taxa de glosa, principalmente pela triagem de contas com combinações de diagnóstico e procedimento historicamente problemáticas.
- Segundo e terceiro meses: redução adicional de 15 a 25% com a calibração dos modelos para as regras específicas dos convênios do hospital. O STHella aprende com os feedbacks da equipe de auditoria: toda conta glosada que passou pela triagem sem alerta é usada para ajustar o modelo.
- A partir do sexto mês: estabilização com glosa 35 a 55% abaixo do patamar inicial, dependendo da qualidade de codificação e da complexidade do mix de convênios.
A taxa de glosa não vai a zero com o STHella: ela vai ao patamar correspondente à qualidade de codificação do hospital. Contas com codificação incorreta ainda são glosadas mesmo depois da triagem. Por isso, o STHella é complementar, não alternativo, a um programa de treinamento de codificação.
O papel do auditor humano
A IA de triagem não decide se a conta está correta. Ela decide quais contas merecem revisão humana com urgência.
O auditor continua fazendo o que só ele pode fazer:
- Verificar se o procedimento documentado no prontuário corresponde ao que foi cobrado
- Avaliar se a complexidade do caso justifica os materiais utilizados
- Negociar com o convênio quando a conta é contestada
- Identificar padrões de cobrança que precisam de discussão com a equipe clínica
A diferença é que o auditor faz isso nas contas certas, não em todas as contas. O tempo recuperado pela triagem automática vai para revisões mais profundas dos casos de maior risco.
O auditor no modelo STHella
A triagem automática direciona, não substitui. Hospitais que implantaram o STHella relatam que auditores passaram a sentir o trabalho mais eficaz: menos revisões mecânicas e superficiais, mais análise real dos casos que importam.
Implantação em 4 semanas
A implantação do STHella para auditoria de contas segue quatro semanas:
Semana 1: Integração do STCollect com o ERP. O STCollect conecta em modo leitura ao banco do ERP (MySQL, SQL Server ou Oracle) e começa a capturar os dados de produção. Nenhuma instalação no servidor do ERP. Nenhuma parada operacional.
Semana 2: Carregamento do histórico de glosa. O STHella importa o histórico de contas glosadas dos últimos 12 a 24 meses para treinar o modelo inicial. Hospitais sem histórico digital precisam de 2 a 3 semanas extras nessa etapa.
Semana 3: Calibração das regras de convênio. A equipe da Sthealth, em conjunto com o auditor-chefe do hospital, mapeia as regras específicas dos convênios que representam mais de 80% do faturamento.
Semana 4: Ativação e treinamento. A triagem começa a operar. Auditores recebem treinamento de 4 horas sobre como usar a fila de risco e como dar feedback ao sistema.
Primeiros alertas em produção: no final da semana 4. Primeiros resultados de glosa mensuráveis: a partir da sexta semana, quando o ciclo de faturamento do convênio fecha.
Perguntas frequentes
Demo sem compromisso
Quero ver o STHella com os dados do meu hospital
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